A imaginação e a criatividade dos picaretas do mundo realmente não têm limites. O mais novo artista chama-se Edward Sellers Fitzgerald, um corretor de barcos de luxo que operava a Dana Island Yachts, em Orange County, Califórnia.
Ele está desaparecido há duas semanas e é, no momento, procurado pelo departamento e polícia de Orange County por fraude financeira.
Os clientes começaram a procurar as autoridades após o “sumiço” do sr. Fitzgerald, que recebeu antecipadamente depósitos de compradores de embarcações para prosseguir com o fechamento dos negócios.
Até aí seria mais um golpe na linha “corretor-de-imóveis-que-pede-sinal-e-some”. O sr. Fitzgerald era essencialmente um corretor de embarcações, recebia “sinal” de seus clientes para garantir o fechamento do negócio, e desapareceu com o dinheiro dos clientes.
Mas o que chamou mais ainda a atenção é que a fraude do sr. Fitzgerald não parou por aí. Ele ofereceu a diversos investidores a possibilidade de lucrar com a baixa de preços de embarcações de luxo nos EUA, por conta da crise econômica. O sr. Fitzgerald ofereceu a diversos investidores a possibilidade de investirem em um “fundo” para adquirir embarcações por um preço muito baixo (em relação aos preços praticados antes da crise) e revendê-las para clientes “certos”, em negócios previamente arranjados.
Basicamente a mesma coisa que Charles Ponzi fez há quase um século com selos postais, apenas usando iates como objeto do esquema. Desnecessário dizer que nenhum negócio foi feito e o dinheiro sumiu. Robert Frank, jornalista do Wall Street Journal, apelidou a pirâmide de “esquema Yachtzi”, em alusão ao nosso conhecido Ponzi.
Algumas vítimas relataram que o sr. Fitzgerald agia de forma razoavelmente discreta e o esquema era divulgado apenas através de amigos e clientes antigos, a exemplo do que fazia outro golpista célebre, Bernard Madoff. O valor das perdas é na casa de alguns milhões de dólares.
Assim como em quase todos os esquemas Ponzi, os primeiros investidores a entrar no esquema do sr. Fitzgerald tiveram rendimentos de até 20% ao mês e conseguiram resgatar o dinheiro e os lucros. Os demais ficaram a ver navios. Ou iates...
terça-feira, 11 de agosto de 2009
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